Via Quatro - Linha amarela fica lotada e tem problemas com foliões

O primeiro dia do Carnaval oficial de rua em São Paulo foi de tumulto, confrontos entre seguranças e usuários e superlotação na linha 4 amarela do metrô, localizada no polo da folia paulistana, em Pinheiros, na zona oeste.

Foto: Ricardo Guimarães
Na estação Pinheiros, a concentração de gente impedida de acessar o local gerou tumulto, por volta das 20h30. A reportagem flagrou um funcionário da segurança dando uma chave de braço em um usuário.

Em meio à confusão, a reportagem da Folha também ouviu sons como de tiros de bala de borracha no interior da estação.

Durante o tumulto, os seguranças passaram a fazer o controle do fluxo de passageiros entre as portas automáticas de entrada da estação. A quantidade de gente era tamanha, que usuários pulavam os equipamentos.

Mais cedo, por volta das 18h, a superlotação na estação Faria Lima, também na linha 4 do metrô, forçou a concessionária Via Quatro, que administra a linha, a tomar medidas de emergência.

Além de mudar os acessos em algumas plataformas, a empresa precisou usar grades para delimitar as áreas e controlar o fluxo de usuários nos acessos.

Um segurança informou que o acesso à Teodoro Sampaio estava com a entrada controlada. "A gente fecha pra formar um bolsão e controlar o fluxo de pessoas. Saída só pelo acesso Faria Lima (largo da batata)", disse.

Usuários derrubaram uma das grades usada para contenção no local. Policiais militares foram acionados para controlar os ânimos das pessoas. A estação chegou a impedir a entrada de pessoas ---só a saída era permitida.

CACETADA

Um homem tentou entrar no perímetro protegido e foi recebido com uma cacetada nas costas na Faria Lima. Houve princípio de briga, logo controlado.

Encostada ali, a aposentada Neide Aparecida de Souza, maquiada com sombra pink e purpurina, aguardava as amigas e a neta, de 14 anos. "Eu nem sei como eu cheguei na grade, vim empurrada pela multidão. Pelo menos eles foram cuidadosos comigo", disse.

Durante a conversa, as meninas chegaram. "Vamos embora, vó". Acharam o Carnaval muito cheio. "Muita briga, muito vômito. Nunca mais".

Na rua, cheiros se misturam e objetos se acumulam: há churrasco, urina, cigarros, latas, garrafas. "Ô, Breno, seu Air Max já foi branco, hein", um jovem comentava sobre o calçado do colega em meio ao movimento.

Não foi avistado policiamento na outra saída do metrô Faria Lima. Um grupo de jovens subiu no ponto de ônibus e dançava, animadamente. Grades de contenção foram instaladas na saída do metrô, onde uma multidão se acumulava, com empurra-empurra, tentando entrar ou sair.

OUTRO LADO

A Via Quatro foi procurada pela Folha para se posicionar sobre o tumulto registrado na estação Pinheiros.

Sobre os problemas apontados na estação Faria Lima, a empresa disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que o local foi fechado momentaneamente para o controle do fluxo de passageiros. Por volta das 20h15, a situação já estava normalizada, apesar da superlotação na região.

Ainda segundo a Via Quatro,  as medidas emergenciais devem se repetir neste domingo (4), durante o Carnaval e no final de semana pós-folia (17 e 18) nas estações com maior demanda: Faria Lima, Fradique Coutinho, Paulista e Higienópolis-Mackenzie.

A empresa também intensificou o trabalho de orientação aos passageiros para que não segurem as portas e não acionem os equipamentos de segurança indevidamente, evitando assim as pausas entre as estações. Informações adicionais podem ser obtidas na Central de Atendimento da concessionária pelo telefone 0800 770 7100.

As informações são da Folha de São Paulo

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