Linha que opera entre Grajaú e Brás foi a que recebeu maior número de reclamações no primeiro semestre

Foto: Thomas Souza | Ônibus Brasil
Maior parte das queixas dos passageiros em relação a todo sistema é referente a tempo de espera aos ônibus

Enquanto o atraso na licitação do sistema de transporte por ônibus na cidade de São Paulo completa mais de quatro anos, com promessa da prefeitura de lançar o edital ainda neste mês, o paulistano tem encontrado dificuldades, como longos intervalos entre os coletivos, resultando em maior espera nos pontos.

Levantamento com base na Lei de Acesso à Informação feito pelo repórter Willian Cardoso, do Agora São Paulo, revela que o principal motivo de queixa dos passageiros, entre 1º de janeiro e 19 de junho, foi justamente o intervalo entre os ônibus numa mesma linha.

Foram, neste período, 4563 queixas registradas por este motivo, média de 27 por dia.

Na prática, o número pode ser bem maior porque o intervalo entre os ônibus é um tipo de problema que mais os passageiros sentem, porém são os menos relatados por se tornarem comuns no sistema.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o principal motivo deste quadro é a falta de prioridade ao sistema de ônibus, com ausência de espaços preferenciais e exclusivos, como corredores e faixas.

Até o momento, em oito meses de gestão, João Doria, não implantou um metro sequer de faixas de ônibus, que são espaços simples, mas que podem aumentar a velocidade comercial dos ônibus e livrá-los de congestionamentos em partes do trajeto e, assim, contribuir para que o intervalo seja menor. Na gestão passada, de Fernando Haddad, o total de faixas ultrapassou 500 quilômetros.

Mas há problemas também como a redução de frota nas linhas e não cumprimento de partidas e trajetos na íntegra, o que também contribui para o aumento de espera nos pontos.

O segundo maior motivo de queixas sobre os serviços de ônibus em São Paulo foi o motorista não atender ao sinal de parada, tanto de embarque como de desembarque. De acordo com o levantamento, o problema representa uma em cada cinco reclamações no sistema neste período.

Há casos mais graves ainda, entre 1º de janeiro e 19 de junho foram registrados seis casos nos quais motoristas e cobradores são acusados de ameaçar passageiros com arma de fogo.

A linha que mais recebeu reclamações gerais é a 5630/10 (Terminal Grajaú/Metrô Brás), operada pela VCD – Viação Cidade Dutra, do Consórcio Unisul, que opera o subsistema estrutural da cidade. Foram 96 queixas. Casos como descumprimento de partida e intervalo excessivo representam ¼ das queixas sobre a linha neste período.

O total de reclamações sobre o sistema, 17.346, entre 1º de janeiro e 19 de junho, representa queda. Em 2013, no mesmo período, foram 57.999 reclamações registradas, queda de 70%.

À reportagem, o SPUrbanuss, que é o sindicato que reúne as empresas de ônibus, disse que as companhias cumprem as ordens operacionais emitidas pela SPTrans e que os ônibus mais antigos são substituídos por mais novos, mas que não há redução de frota por causa da renovação. A entidade ainda afirmou que a Viação Cidade Dutra investe em treinamentos para aumentar a qualidade de atendimento aos passageiros.

A SPTrans diz que entre 1º de janeiro e 19 de junho de 2017 e o mesmo período de 2016 houve queda de 25% nas queixas de não atendimento à embarque e desembarque e de 7,6% sobre o intervalo dos ônibus.

A média geral de reclamações caiu 22%. A SPTrans ainda afirmou que constatou problemas com a Viação Cidade Dutra na linha 5630/10 e que atuou a empresa.

As informações são do Diário do Transporte

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